Sobre mim

 

O objetivo desse blog é ser um álbum virtual das minhas viagens desde 1997.  Em cada uma delas, tento passar um pouco do que vivi. Espero que goste e volte sempre para ver as novidades.
Para conhecer meu trabalho como fotógrafo profissional, visite meu novo site www.adilsonmoralez.com.br

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O caminho dos anjos é mais um dos roteiros desenvolvidos com o objetivo de proporcionar ao peregrino o prazer de se deslocar por locais muito aprazíveis e sempre com muito contato com a natureza. Com um percurso totalizando 235 Km, o caminho dos anjos passa pelos seguintes municípios do sul de Minas Gerais: Passa Quatro, Itamonte, Alagoa, Aiuruoca, Baependi, Caxambu e São Lourenço. O município oficial de partida é Caxambu, mas pode-se iniciar de qualquer um, uma vez que trata-se de um circuito. Ele pode ser percorrido a pé, bicicleta, cavalo ou até moto (trail) ou carro (4×4). Pois no trecho de de Aiuruoca as estradas são bem complicadas e exigem veículo off-road. O caminho é sinalizado por setas amarelas ou verdes e não apresenta grandes dificuldades de localização.

Caminho Dos Anjos – Confira O álbum De Fotos (mostrando 30 De 92 Imagens)

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Meu roteiro

O caminho dos anjos já estava na minha lista de roteiros há muitos anos e praticamente já conhecia todos os municípios do circuito e algumas de suas passagens, mas ainda faltava fazer o caminho todo. Por falta de companhia acabei decidindo fazê-lo sozinho. Por praticidade, decidi iniciar de Passa Quatro, cidade que já conheço muito bem e teria alguém para me resgatar de carro, no caso de uma emergência.
A grande surpresa foi justamente ao sair para jantar em Passa Quatro, no dia anterior a partida, conhecer um grupo de 5 amigos que também iriam fazer o caminho. Após jantarmos decidimos que iríamos fazer o circuito juntos.

Dia 1 – Passa Quatro – Itamonte – Alagoa

Como o Mauro, quinto membro do grupo, só chegaria na manhã da partida, acabamos iniciando o pedal mais tarde ~10:00h. Após deixar Passa Quatro sentido Serra Fina, já sentimos o que nos esperaria no caminho. Uma longa subida mas já com ar de natureza e aventura. O tempo estava bem nublado e sol não esquentava tanto.

Fizemos uma parada para lanche em Itamonte por volta das 12h e aí vem um dos trechos que considero mais “chato”. Uma longa, muito longa subida de asfalto e bloquete praticamente por 80% do trecho até Alagoa. O dia ainda estava bem nublado e até caiu uma chuvinha fina para ajudar. Como alguns membros do grupo estavam com bikes mais pesadas e alforjes carregados, acabaram levando mais tempo no percurso e nossa chegada em Alagoa já foi quase escurecendo.
Escolhemos ficar na pousada Flores da Mantiqueira, que é uma das credenciadas pelo guia do caminho dos anjos. Muito agradável por sinal.

Dia 2 – Alagoa – Aiuruoca

Ainda com a saída tardia, já melhoramos o tempo e deixamos Alagoa as 9h. O dia seguia nublado, mas sem chuva. o caminho agora ficava mais prazeroso sem asfalto e com os belos visuais da região.  O ponto alto foi a passagem pelo pico do papagaio e a parada para diversas fotos.

Chegamos em Aiuruoca por volta das 12h e aproveitamos para fazer uma excelente refeição em um restaurante muito agradável. Apesar da fome tentamos manter os modos, pois o sol estava bem quente e a tarde seria longa e íngreme.

Dito e feito, logo de cara uma subida longa e pesada por asfalto. E pra ajudar uma chuva muito forte nos acompanhou por um bom tempo. Por sorte ao chegar na terra novamente a chuva parou e só tínhamos a subida para reclamar. Esse trecho me surpreendeu pelas longas e fortes subidas. Trechos mais difíceis foram calçados com pedras para permitir que os carros consigam subir. Nesse dia a hospedagem foi num abrigo feito pelo Alexandre, idealizador do caminho, que fica ao lado da cachoeira dos Garcias. Um local muito bonito e longe da cidade.  Nossa instalação foi numa casa grande, com 3 quartos, 3 banheiros, fogão a lenha e sem energia elétrica. A solução foi ascender o fogão para tentar secar as roupas e aquecer a água da serpentina para o banho. Tanto o jantar como café são servidos no restaurante do Juninho, cerca de 500m da casa. Considerando as dificuldades para se trazer e preparar comida no lugar, tanto o café como o jantar foram muito bons. Outra atração é a hospitalidade do Juninho e da esposa.

 Dia 3 – Aiuruoca – Baependi – Caxambu

Nos despedimos do casal e de cara uma subida de 1km para depois uma série de longas descidas. Daquelas que você para várias vezes para descansar os dedos de tanto frear a bike.  Nesse caminho passamos próximo da antiga pousada: Lado de Lá. Local que estive há vários anos, quando ainda andava de Land Rover com nosso grupo e que foi embargada pelo Ibama há alguns anos. Nesse dia acabamos nos distanciando bastante de 3 membros do grupo, pois como estavam com bikes muito pesadas não conseguiam descer nem subir com facilidade. Em Baipendi acabei me desencontrando do grupo e como não tinha o telefone de ninguém segui meu roteiro até Caxambu. Na verdade deveria seguir até São Lourenço, mas como acabei me atrasando na espera do grupo ficou tarde e já estava cansado. Decidi ficar no hotel recomendado pelo guia, que como todos os demais, muito antigo – com nada menos que 119 anos de existência.  Somente mais tarde, o Mauro, um dos membros do grupo, me ligou informando que o grupo decidiu voltar e todos retornaram de van para Passa Quatro para retornar para São Paulo na mesma noite.

 Dia 4 – Caxambu – São Lourenço – Passa Quatro

Após o café da manhã encarei meu primeiro dia de pedal sozinho. E justamente nesse dia acabei me perdendo com o GPS e demorei um pouco para achar a saída, que justamente coincide com a Estrada Real. Aliás, um caminho maravilhoso, numa estradinha estreita, relativamente plana, com pouco transito e com um visual muito bonito.

Para não dizer que foi um mar de flores, por ser plana e devido às chuvas da noite anterior, havia muita lama. Por volta das 12h cheguei em São Lourenço com um sol bem forte. Aí veio a segunda surpresa da viagem, pelo meus cálculo faltariam cerca de 30km, mas na verdade faltavam mais de 60km. Ou seja, a tarde foi bem longa e cansativa. O sol estava bem quente e o fato de estar sozinho não proporcionava muita distração.
A chegada em Passa Quatro foi por volta da 17h onde apesar do cansaço tinha a grande sensação de missão cumprida.

Conforme planejado, procurei um local para lavar a bike, tomei um bom banho na pousada, comi algo e voltei para São Paulo na mesma noite.

Dicas

  • O caminho dos anjos não é recomendável para cicloturistas iniciantes ou com bikes pesadas. Há muitas subidas e trechos que exigem técnica.
  • Abra um pouco a mão do conforto a noite e viaje leve de dia. Vale a pena carregar shampoo o dia inteiro para usá-lo 5 min a noite?
  • Treine pedalando alguns dias seguidos antes de encarar 4 dias de pedal.
  • Uma bike em ordem é fundamental. Não precisa ser uma top, mas quanto mais leve melhor.
  • No site do caminho, você consegue os tracklogs do caminho que ajudam muito para quem tem GPS. Caso contrário as setas são bem confiáveis.
  • Tenha sempre com você seu kit de emergência: câmara, chaves allen, chave de corrente e bomba.
  • Desnecessário dizer que capacete, óculos e luvas são mais que imprescindíveis.

Serviços

http://www.caminhodosanjos.org/

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