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O objetivo desse blog é ser um álbum virtual das minhas viagens desde 1997.  Em cada uma delas, tento passar um pouco do que vivi. Espero que goste e volte sempre para ver as novidades.
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Esta viagem é um dos roteiros mais procurados da PISA Trekking e ocorre todos os anos na semana entre o Natal e o réveillon. Este maravilhoso roteiro fecha o ano com chave de ouro e deixa para traz todas as preocupações do ano que se encerra.

Trata-se de um trekking pelo litoral no sul da Bahia num total de 80 km percorridos em 5 dias. O trekking começa em Cumuruxatiba e termina em Trancoso, um dos locais mais charmosos do litoral baiano. Caminha-se em média 5h por dia deixando tempo suficiente para curtir a praia ou simplesmente descansar numa rede no final de tarde.

Trekking Do Descobrimento – Confira O álbum De Fotos (mostrando 30 De 219 Imagens)

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Para maior integração do grupo com a natureza as pernoites são nos mais belos campings do litoral brasileiro. O transporte de São Paulo à Itamaraju é em ônibus leito (dois andares) com muito conforto numa viagem de cerca de 25 horas. Este tempo  é muito bem aproveitado, quer seja descansando na parte superior ou jogando cartas na sala social no andar de baixo. De Itamaraju à Cumuruxatiba a estrada é de terra e o transporte é feito em ônibus de linha exclusivo para a PISA Trekking numa viagem que dura pouco mais de uma hora.

1º dia – Cumuruxatiba – Barra do Cahy

Nosso grupo era composto por 19 pessoas tendo o Daniel, Mariana e Guto como guias. Dois deles sempre acompanhavam o grupo e o terceiro seguia com o carro de apoio que levava nossas barracas e mochilas com roupas. A caminhada é então feita apenas com uma mochila de ataque (pequena) com água, lanche, câmera, etc.

Chegamos a Cumuruxatiba por volta das 9h e após um delicioso e reforçado café iniciamos os preparativos para o trekking: bastante protetor solar e vaselina nas virilhas, coxas e pés, pois o sol, assaduras e bolhas são os principais problemas que os caminhantes podem enfrentar.

O dia estava excelente com sol, muitas praias, rios e belos visuais. Um dos pontos altos do trecho foi a subida numa das falésias, que propicia belas fotos lá do alto. Após 14 km chegamos à Barra do Cahy por volta das 14h. O camping fica no alto da falésia e cercado por coqueirais. Aproveitei o final de tarde para fotografar o camping, a praia e nosso amigo Marcio, que levou seu Kitesurf e aproveitou os fortes ventos para velejar.

Após o jantar é hora de se reunir ao redor das barracas para bater papo e receber as instruções do dia seguinte.

2º dia – Barra do Cahy – Corumbau

Iniciamos o dia de uma forma inusitada: ser despertados pelos galos que começam a cantar bem cedo. Também começamos a tomar contato com a rotina dos próximos dias: acordar, tomar café, desmontar as barracas, passar protetor e vaselina nos pés e coxas e partir para mais um belo dia de caminhada.

Partimos às 10h, pois é necessário planejar a passagem em certos pontos somente na maré baixa. A caminhada seria de 12 km e o dia estava bonito, mas o sol já não era tão forte como o do dia anterior. Pelo caminho mais falésias, rios, pedras enormes e o costumeiro belo visual das praias. Os riachos eram atravessados a pé e os maiores com o auxílio de canoas.

Chegamos por volta das 14h e ficamos numa barraca na praia para descansar e tomar a merecida cerveja. Este camping já ficava um pouco mais distante da praia numa área gramada e com um amplo local para o jantar.

3º dia – Corumbau – Caraíva

Mais uma vez os galos nos despertaram e as atividades começaram no camping. Café reforçado, arrumar as coisas e partir para Caraíva que nos aguardava a 19 km. Partimos antes das 9h com um dia encoberto e temperatura agradável para se caminhar. Cerca de 1 hora depois passamos pela Ponta do Corumbau onde paramos para descansar e se hidratar com água de coco enquanto esperávamos a maré baixar. Nesta região está localizada a aldeia de Barra Velha dos índios Pataxós. Crianças e mulheres da aldeia circulam pela praia para vender artesanato.

Após cruzar o rio em canoa seguimos caminhando por mais algumas horas até finalmente chegarmos à badalada vila de Caraíva. Como seu acesso só possível de barco, o transito é apenas de pedestres e carroças-taxis que transportam as malas e mercadorias dos barcos para a vila. Diferentemente dos demais locais, aqui o agito é contagiante e há muitas opções de bares e restaurantes. As ruas são de areia onde muitos turistas, inclusive estrangeiros, desfilam o dia todo. O camping também é mais movimentado e perdemos a exclusividade que tivemos nos anteriores. Aproveitei o final de tarde para remar de caiaque no rio Caraíva vendo de perto os manguezais.

Após o jantar a opção foi curtir um barzinho com MPB enquanto se aguardava o forró do Ouriço começar às 23h. O forró varou a madrugada fazendo-nos esquecer do cansaço do dia.

4º dia – Caraíva – Praia do Espelho – Curuípe

O dia começou um pouco mais tarde com um café da manhã nota dez. Na volta ao camping era hora de desarmar as barracas e reiniciar os cuidados com o corpo. Neste dia tivemos que esperar um pouco mais, pois várias pessoas do grupo estavam com bolhas nos pés e os guias tiveram um trabalho adicional.

O trajeto do dia seria de 10 km e logo de início cruzamos o rio Caraíva de canoa e iniciamos o trekking. O dia seguia encoberto e prometia chuva. Por volta das 12h fizemos uma parada para lanche e após este ponto a chuva nos acompanhou até o destino. A subida de uma das falésias do percurso se tornou escorregadia devido à chuva e a foto lá de cima não conseguiu captar a beleza do local devido ao mal tempo.

Chegamos ao camping por volta das 14h e muitos já ficaram no bar da praia. O local era bem sossegado e praticamente só nosso grupo estava acampado. O jantar foi servido no bar da praia e para animar a noite tivemos a companhia de uma dupla tocando violão e cantando para o grupo.

5º dia – Curuípe – Trancoso

Desta vez o despertar foi novamente inusitado: fomos despertados por um papagaio de um dos moradores do camping. Após o café, desarmamos as barracas e mais uma vez partimos. Hoje, porém, a chuva já começou cedo e saímos com as capas. O trecho de hoje seria o mais longo do trekking, 19 km até Trancoso e sempre intercalando areia batida, fofa e pequenos córregos a serem cruzados. Poucas horas depois a chuva passou e o caminhar ficou mais prazeroso.

A chegada em Trancoso foi às 15h e mais uma vez celebrada com cerveja e petiscos numa barraca na praia. Apesar de Trancoso ser bem agitada nosso camping estava bem posicionado num local tranqüilo e dedicado ao nosso grupo. Para ajudar ainda as barracas foram montadas sobre um gramado e ao redor de um enorme toldo, propiciando assim uma área muito confortável e com sombra para o grupo.

Como era noite de réveillon alguns foram descansar para agüentar a longa noite. O jantar foi numa pizzaria e em seguida fomos para o quadrado para aguardar a virada e ver a queima de fogos. Este foi um dos grandes momentos da viagem, por estarmos em boa companhia e num local maravilhoso.

Parte do grupo que ainda estava no pique foi para uma balada para iniciar o ano dançando em alto astral.

Dia do retorno a São Paulo

Bem, pela última vez a rotina se repetia com uma pequena alteração: excelente café da manhã, desarmar as barracas, passear por Trancoso e após o almoço iniciar a viagem volta à Sampa.

Aproveitamos a manhã de sol para passear e fotografar o quadrado com suas casinhas coloridas e o belo visual da praia.

Terminamos a viagem com a certeza de ter aproveitado muito cada minuto, ter feito novas amizades e ter tido a chance de conhecer locais maravilhosos.

Confira o audiovisual dessa viagem

Dicas 

A PISA fornece todas as dicas para esta viagem, mas vale ressaltar as principais:

  • Os maiores perigos desse trekking são o sol, assaduras e bolhas. Portanto, muito protetor solar, usar vaselina sólida nas virilhas e coxas e monitorar os pés constantemente. Ao primeiro sinal de bolhas pare e coloque esparadrapo para proteger a pele.
  • Leve um agasalho leve, pois mesmo sendo dezembro pode fazer um friozinho à noite na barraca;
  • O isolante inflável é mais caro, mas oferece maior conforto na barraca.
  • Um travesseiro inflável propicia uma noite mais confortável também.
  • Também vale a pena ter uma capa de chuva. As do tipo poncho são ideais, pois também protegem a mochila.

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