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[MG] Caminho de Aparecida

Caminhos de Aparecida

Caminhos de Aparecida

O caminho de Aparecida surgiu em 2002 através da idealização de dois romeiros: Rodrigo Costa e Maurício Batista. Com o passar do tempo ele foi sendo aprimorado, oficializado e hoje conta com uma boa infraestrutura para o novos romeiros que pretendem trilhá-lo, quer seja caminhando ou de bike.  O Roteiro tem início em Alfenas-MG passando por vários municípios tais como Matão, Guaipava, Douradinho, Cordislândia, Turvolândia, Careaçu, São Sebastião da Bela Vista, Santa Rita do Sapucaí, São João do Alegre, Itajubá, Charco/Serraria e finalmente Aparecida. O caminho é sinalizado por inúmeras placas com um símbolo de peixe.

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Confira a galeria de fotos dessa viagem

Nossa viagem

Essa viagem foi organizada pela Rios Bike de São Carlos e nosso grupo foi formado por 11 pessoas que já se conheciam de outros passeios e de pedais por São Carlos. Partimos numa van com o Toninho em 08/07/15 com destino à Alfenas e de lá fizemos o percurso de cerca de 300km em quatro dias. A van fez o apoio ao grupo mas não estava nos acompanhando. Ia diretamente de uma pousada/hotel até a próxima cidade e nós pedalávamos no nosso ritmo.

Dia 1 – Alfenas – Turvolândia

Pausa para foto com o grupo

Pausa para foto com o grupo

Após vários dias de chuva, incluindo a viagem São Carlos-Alfenas com o limpador ligado o tempo todo, o dia amanheceu com uma forte cerração. Isso já foi um prelúdio que finalmente as chuvas iriam dar uma trégua.

Partimos cedo do hotel São Lucas em direção ao ponto de partida do caminho para pegar as credenciais e fazer a tradicional foto do marco zero.

Tal qual previsto o tempo realmente havia mudado e quando o a cerração terminou, o frio se foi e tivemos um maravilho dia com céu de brigadeiro e temperatura amena para pedalar. Particularmente, como fotógrafo, meu tipo de dia preferido para estar ao ar livre e com uma câmera fotográfica na mão.

Na parada para o almoço, como chegamos sem prévio aviso, tivemos que nos contentar com sanduíche de frios com ovo.

O dia foi bem tranquilo e nosso pouso foi na pousada da lua em Turvolândia. Desnecessário dizer que depois de um dia de pedal e almoço fraco o grupo detonou o jantar.

Dia 2 – Turvolândia – Santa Rita do Sapucaí

Manhãs sempre frias e com nevoeiro

Manhãs sempre frias e com nevoeiro

Mais uma manhã fria e com muita cerração anunciava um novo e belo dia de sol. Depois das 9 horas o sol já estava presente e nos acompanhou durante todo o dia sem uma nuvem no ceú.

O dia também foi bem tranquilo até que quase no final o grupo decidiu visitar uma rampa de salto de paraglider. Desnecessário dizer que toda rampa fica no alto, muito alto. A subida até lá foi cruel e a grande maioria teve que empurrar. Em certos pontos a inclinação superou os 20% e haviam os famosos bloquetes para permitir que os carros subam. Apesar do sacrifício valeu a pena, pois o visual de lá é muito bonito e ainda pudemos presenciar a decolagem de um voo duplo. Vale notar que a descida foi tão emocionante quanto a subida, pois fora do traçado dos pneus dos carros havia muito lodo o que é um perigo na descida pelos bloquetes.

Chegamos em Santa Rita relativamente cedo e nos hospedamos no Real Palace Hotel, um hotel antigo mas muito bem conservado e confortável. A noite foi de pizza para recuperar as energias.

Dia 3 – Santa Rita do Sapucaí – Charco

O dia não foi dos mais fáceis

O dia não foi dos mais fáceis

Como já seria rotina, mais um dia frio e com pouca cerração, que era visível apenas nos vales. Comparada às outras, Santa Rita é uma cidade razoavelmente grande e tivemos dificuldade em localizar as sinalizações o que acabou adicionando uns quilômetros extras no dia, incluindo uma bela subida com o grupo ainda frio.

O dia também não apresentou grande dificuldades até a passagem por uma área rural e com muitos singles tracks (pelos caminhos do gado). Como haviam subidas fortes, foi a chance de caminhar um pouco ao lado da bike.  Nesse dia tivemos alguns incidentes com pneu furado, e outros atrasos como por exemplo: grupo que se dispersou no almoço em Itajubá. Isso acabou comprometendo o tempo e nossa chegada no Charco já foi sem luz. Contribuiu para isso também uma longa subida de 11km para se chegar na pousada.

A Pousada da Dona Nair é bem simples, mas o atenção e simpatia dos proprietários compensa qualquer desconforto. Lareira acesa na sala, fogão de lenha na cozinha, comida maravilhosa e vários colchões a serem espalhados pela sala, fizeram a diferença do local. Dizem as más línguas que a noite foi um festival de ronco só.

Dia 4 – Charco – Aparecida

Tradicional chegada em  Aparecida

Tradicional chegada em Aparecida

Como a pousada fica em uma altitude razoável, o frio da manhã foi mais intenso. A ideia de que como já estávamos no alto não haveria mais subida durou pouco. Logo na largada já saímos no volantinho. Como a opção de caminho foi descer as pedrinhas o percurso foi por dentro do Parque Estadual de Campos de Jordão através de vários trechos de single tracks e com lama. Isso mudou bastante a viagem e deu uma boa dose de adrenalina, pois até então foram apenas estradinhas de terra. Também tivemos várias chances de praticar caminhadas, pois o relevo não permitida pedalar mesmo para os mais preparados.

Após muita subida e alguns empurra bike chegamos em Carneiros, um local cujo acesso é controlado e é preciso passar pela propriedade. O nome se dá a criação de carneiros na mesma.

Deste ponto em diante o relevo fica bem mais tranquilo e fizemos uma parada na Pousada Santa Maria da Serra para uma boquinha. Valeu muitas risadas a forma pela qual a atendente da cozinha tratava o grupo. Estava mais para um sargento do exército.

Deste ponto em diante começou a famosa descida das pedrinhas. Que de pedrinha não tinha nada. Cada pedra enorme que pedia muita atenção para não estragar o passeio com um osso quebrado. Foram muitos quilômetros de descida que exigiram algumas paradas para descanso dos braços e dedos no freio.

Terminado o declive veio a planície que fizemos em alta velocidade até finalmente a chegada triunfal em Aparecida. Como já é tradição o grupo se cumprimenta e parte para a sessão de fotos pessoais e em grupo para imortalizar mais um desafio cumprido.

Enquanto uns guardam as bikes na carretinha, outros vão tomando banho e às 15h partimos de volta para São Carlos. O almoço foi numa churrascaria na Dutra para fechar com chave de ouro o passeio.
Nesse tipo de viagem se pratica companheirismo, esporte, amizade, comunhão com a natureza e fé.

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Confira o audiovisual dessa viagem

Serviços

Rios Bike – São Carlos

Leia os 2 Comentarios sobre esta viagem

Hugo disse:
25/04/2016

Amigo,

Na sua opinião qual caminho mais difícil em altimetria, caminho dos anjos ou aparecida?

Admin disse:
25/04/2016

Olá Hugo

Sem dúvida é o caminho dos Anjos. A parte de Aiuruoca é bastante montanhosa e com uma altimetria bem difícil. Aliás, como coloquei em meu texto, não é o local ideal viajantes iniciantes, bike muito carregadas ou com relação (volante/cassete) não adequados para mountain bike. Mas o visual é muito mais legal. Como costumo dizer: tudo tem seu preço 🙂
Abs e bom pedal

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