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[MG] Caminho dos Anjos

Caminho dos Anjos

Caminho dos Anjos

O caminho dos anjos √© mais um dos roteiros desenvolvidos com o objetivo de proporcionar ao peregrino o prazer de se deslocar por locais muito apraz√≠veis e sempre com muito contato com a natureza. Com um percurso totalizando 235 Km, o caminho dos anjos passa pelos seguintes munic√≠pios do sul de Minas Gerais: Passa Quatro, Itamonte, Alagoa, Aiuruoca, Baependi, Caxambu e S√£o Louren√ßo. O munic√≠pio oficial de partida √©¬†Caxambu, mas pode-se iniciar de qualquer um, uma vez que trata-se de um circuito. Ele pode ser percorrido a p√©, bicicleta, cavalo ou at√© moto (trail) ou carro (4×4). Pois no trecho de de Aiuruoca as estradas s√£o bem complicadas e exigem ve√≠culo off-road. O caminho √© sinalizado por setas amarelas ou verdes e n√£o apresenta grandes dificuldades de localiza√ß√£o.

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Confira a galeria de fotos dessa viagem

Meu roteiro

O caminho dos anjos já estava na minha lista de roteiros há muitos anos e praticamente já conhecia todos os municípios do circuito e algumas de suas passagens, mas ainda faltava fazer o caminho todo. Por falta de companhia acabei decidindo fazê-lo sozinho. Por praticidade, decidi iniciar de Passa Quatro, cidade que já conheço muito bem e teria alguém para me resgatar de carro, no caso de uma emergência.
A grande surpresa foi justamente ao sair para jantar em Passa Quatro, no dia anterior a partida, conhecer um grupo de 5 amigos que também iriam fazer o caminho. Após jantarmos decidimos que iríamos fazer o circuito juntos.

Dia 1 ‚Äď Passa Quatro – Itamonte – Alagoa

Alagoa

Como o Mauro, quinto membro do grupo, só chegaria na manhã da partida, acabamos iniciando o pedal mais tarde ~10:00h. Após deixar Passa Quatro sentido Serra Fina, já sentimos o que nos esperaria no caminho. Uma longa subida mas já com ar de natureza e aventura. O tempo estava bem nublado e sol não esquentava tanto.

Fizemos uma parada para lanche em Itamonte por volta das 12h e a√≠ vem um dos trechos que considero mais “chato”. Uma longa, muito longa subida de asfalto e bloquete praticamente por 80% do trecho¬†at√© Alagoa. O dia¬†ainda estava bem nublado e at√© caiu uma chuvinha fina para ajudar. Como alguns membros do grupo estavam com bikes mais pesadas e alforjes carregados, acabaram levando mais tempo no percurso e nossa chegada em Alagoa j√° foi quase escurecendo.
Escolhemos ficar na pousada Flores da Mantiqueira, que é uma das credenciadas pelo guia do caminho dos anjos. Muito agradável por sinal.

Dia 2 ‚ÄstAlagoa – Aiuruoca

Pico do Papagaio

Ainda com a saída tardia, já melhoramos o tempo e deixamos Alagoa as 9h. O dia seguia nublado, mas sem chuva. o caminho agora ficava mais prazeroso sem asfalto e com os belos visuais da região.  O ponto alto foi a passagem pelo pico do papagaio e a parada para diversas fotos.

Chegamos em Aiuruoca por volta das 12h e aproveitamos para fazer uma excelente refeição em um restaurante muito agradável. Apesar da fome tentamos manter os modos, pois o sol estava bem quente e a tarde seria longa e íngreme.

Dito e feito, logo de cara uma subida longa e pesada por asfalto. E pra ajudar uma chuva muito forte nos acompanhou por um bom tempo. Por sorte ao chegar na terra novamente a chuva parou e só tínhamos a subida para reclamar. Esse trecho me surpreendeu pelas longas e fortes subidas. Trechos mais difíceis foram calçados com pedras para permitir que os carros consigam subir. Nesse dia a hospedagem foi num abrigo feito pelo Alexandre, idealizador do caminho, que fica ao lado da cachoeira dos Garcias. Um local muito bonito e longe da cidade.  Nossa instalação foi numa casa grande, com 3 quartos, 3 banheiros, fogão a lenha e sem energia elétrica. A solução foi ascender o fogão para tentar secar as roupas e aquecer a água da serpentina para o banho. Tanto o jantar como café são servidos no restaurante do Juninho, cerca de 500m da casa. Considerando as dificuldades para se trazer e preparar comida no lugar, tanto o café como o jantar foram muito bons. Outra atração é a hospitalidade do Juninho e da esposa.

Dia 3 –¬†Aiuruoca –¬†Baependi¬†– Caxambu

Partindo de Aiuruoca

Nos despedimos do casal e de cara uma subida de 1km para depois uma série de longas descidas. Daquelas que você para várias vezes para descansar os dedos de tanto frear a bike.  Nesse caminho passamos próximo da antiga pousada: Lado de Lá. Local que estive há vários anos, quando ainda andava de Land Rover com nosso grupo e que foi embargada pelo Ibama há alguns anos. Nesse dia acabamos nos distanciando bastante de 3 membros do grupo, pois como estavam com bikes muito pesadas não conseguiam descer nem subir com facilidade. Em Baipendi acabei me desencontrando do grupo e como não tinha o telefone de ninguém segui meu roteiro até Caxambu. Na verdade deveria seguir até São Lourenço, mas como acabei me atrasando na espera do grupo ficou tarde e já estava cansado. Decidi ficar no hotel recomendado pelo guia, que como todos os demais, muito antigo Рcom nada menos que 119 anos de existência.  Somente mais tarde, o Mauro, um dos membros do grupo, me ligou informando que o grupo decidiu voltar e todos retornaram de van para Passa Quatro para retornar para São Paulo na mesma noite.

Dia 4 ‚ÄstCaxambu – S√£o Louren√ßo – Passa Quatro

Trecho que remonta com a estrada real

Após o café da manhã encarei meu primeiro dia de pedal sozinho. E justamente nesse dia acabei me perdendo com o GPS e demorei um pouco para achar a saída, que justamente coincide com a Estrada Real. Aliás, um caminho maravilhoso, numa estradinha estreita, relativamente plana, com pouco transito e com um visual muito bonito.

Para não dizer que foi um mar de flores, por ser plana e devido às chuvas da noite anterior, havia muita lama. Por volta das 12h cheguei em São Lourenço com um sol bem forte. Aí veio a segunda surpresa da viagem, pelo meus cálculo faltariam cerca de 30km, mas na verdade faltavam mais de 60km. Ou seja, a tarde foi bem longa e cansativa. O sol estava bem quente e o fato de estar sozinho não proporcionava muita distração.
A chegada em Passa Quatro foi por volta da 17h onde apesar do cansaço tinha a grande sensação de missão cumprida.

Conforme planejado, procurei um local para lavar a bike, tomei um bom banho na pousada, comi algo e voltei para S√£o Paulo na mesma noite.

Dicas

  • O caminho dos anjos n√£o √© recomend√°vel para cicloturistas iniciantes ou com bikes pesadas. H√° muitas subidas e trechos que exigem¬†t√©cnica.
  • Abra um pouco a m√£o do conforto a noite e viaje leve de dia. Vale a pena carregar shampoo o dia inteiro para us√°-lo 5 min a noite?
  • Treine pedalando alguns dias seguidos antes de encarar 4 dias de pedal.
  • Uma bike em ordem √© fundamental. N√£o precisa ser uma top, mas quanto mais leve melhor.
  • No site do caminho, voc√™ consegue os tracklogs do caminho que ajudam muito para quem tem GPS. Caso contr√°rio as setas s√£o bem confi√°veis.
  • Tenha sempre com voc√™ seu kit de emerg√™ncia: c√Ęmara, chaves allen, chave de corrente e bomba.
  • Desnecess√°rio dizer que capacete, √≥culos e luvas s√£o mais que imprescind√≠veis.

Serviços

http://www.caminhodosanjos.org/

Leia os 2 Comentarios sobre esta viagem

bruno sellmer disse:
15/03/2016

Belas imagens, como sempre, Adilson.

Admin disse:
15/03/2016

Oi Bruno, obrigado pela visita e mensagem. Nessas viagens h√° sempre o desafio adicional de estar pedalando e de olho no visual. Muitas vezes √© dif√≠cil parar numa descida/subida forte e se concentrar na foto. Mas sempre que fa√ßo vale a pena. ūüôā
Grande abraço

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