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[MG] Delfinópolis – a terra das cachoeiras

Delfinópolis localiza-se no sudoeste de Minas Gerais com uma área de 1.171 km2 e uma população de 9.000 habitantes, dos quais 4.000 são rurais.
Presume-se que a região tenha sido habitada por indígenas das tribos Tupiniquins e Carijós. Tal afirmação baseia-se em peças indígenas, domésticas e de guerra, encontradas ainda até bem pouco tempo nos arredores no lugar denominado “Ponte do Surubi”, onde se acredita ter sido o local exato em que os mesmos tiveram seus acampamentos.

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A construção da barragem dos Peixotos determinou a inundação de cerca de 5.000 alqueires de terras cultiváveis e de primeira qualidade. Lugares tradicionais e históricos como a Ponte do Surubi e a cachoeira de Santo Antônio, desapareceram ou tornaram-se inacessíveis.
O nome de Delfinópolis foi dado em 1.919 em homenagem ao então governador do estado Delfim Moreira da Costa Ribeiro. Delfinópolis é a opção de natureza tranqüila. Com 150 cachoeiras e uma extrema riqueza de fauna e flora, a cidade mineira atrai interessados em fugir do urbano. A Serra Preta é um santuário ecológico que sobrevive praticamente intacta à exploração humana. Uma região cercada por cachoeiras, córregos de águas cristalinas e piscinas naturais.

Principais atrações

  • Cachoeira da Bateinha
  • Cachoeira da Gruta
  • Cachoeira da Guritinha
  • Cachoeira das Borboletas
  • Cachoeira das Ondas
  • Cachoeira das Virgens
  • Cachoeira do Luquinha
  • Cachoeira do Sofrimento
  • Cachoeira do Tombo
  • Cachoeira do Zé Carlinhos
  • Cachoeiras do Vale do Céu
  • Gurita
  • Pico Cachoeira do Triângulo
  • Pico Dois Irmãos
  • Poço da Transparência
  • Poço do Vale do Céu
  • Serra da Canastra
  • Serra Preta

Não matar nada, a não ser o tempo;
Não tirar nada, a não ser fotografia;
Não deixar nada, a não ser pegadas;
Não levar nada, a não ser saudades;

Fonte: Guia Turístico Ecológico – Projeto São Francisco
Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal

Meu Roteiro

Estive em Delfinópolis por um tempo muito curto, praticamente um dia e uma noite. Apesar da rápida visita, deu para se ter idéia do potencial ecológico do município. O que mais me agradou, foi o fato de todos os proprietários das fazendas estarem integrados ao Projeto São Francisco, que visa manter a harmonia entre o turismo e a preservação do meio ambiente. Para isso, todos os proprietários das fazendas onde localizam-se alguma atração cobram uma pequena taxa de R$ 3 por pessoa para a visitação. Nas poucas cachoeiras que visitei, fiquei impressionado com a preocupação pela conservação por parte dos proprietários e é lógico toda a simpatia e simplicidade das pessoas de fazenda, dos quais gostaria de citar dois exemplos:

  1. Na fazenda de Da Maria Concebida, além da explicação de todas as quedas em sua propriedade, fui convidado para almoçar.
  2. Na fazendo do Sr. Carlos (Zé Carlinhos) fui convidado para um café e uma “prosa” antes de visitar a cachoeira. Ele estava muito contente, pois após 43 anos morando naquele local, finalmente ligaram a energia elétrica em sua casa. (!)

Ao visitar Delfinópolis, reserve alguns dias, pois existem muitas cachoeiras convidativas para um banho. Também é aconselhável contratar um guia, pois praticamente todas as atrações ficam em fazendas que se confundem entre as várias estradas que as interligam. Também prepare-se para abrir e fechar porteiras o dia todo.

Hospedagem

Pousada da Tia Glória (035)3525-1275
Pousada das Flores (035)3525-1250
Pousada Canastra (035)3525-1380
Pousada Rodas dos Ventos (035)3525-1358

Leia os Comentarios sobre esta viagem

ITAMIR FARIA disse:
23/11/2012

parabéns pela pagina, embora a nomeclatura de ponte do “surubi” esteja equivocada… A ponte do surubim que teve inicio em 1904 e termino em dois anos e utilizada por uns 50 anos ficando submersa pelo represamento sem um planejamento de impacto sobre delfinopolis. Pode se dizer causando o isolamento parcial da cidade prejudicando a economia local e o direito de ir e vir de todos delfinopolitanos e visitantes.
abraços….Itamir Faria, estudante de história.

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