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África - O monte Kilimanjaro - 5.895 msnm

Situado no norte da Tanzânia (leste da África) e cerca de 300 km abaixo do equador, o Monte Kilimanjaro é o ponto mais alto da África, atingindo 5.895 m. Da base ao pico há uma enorme mudança na vegetação. A base é coberta por uma densa e úmida floresta tropical, com árvores de grande porte.

A medida que se ganha altitude, as árvores vão diminuindo de porte e número, e a vegetação se tornando rasteira. Acima dos 3.000 m a pouca vegetação que ainda resta é substituída por liquens e pedras. E acima dos 4.000 m, apenas rochas vulcânicas e gelo são encontrados. O pico está coberto pelas neves eternas e cercado por glaciares.

Histórico geológico (Tradução própria do Livro East Africa - Lonely Planet)

O Monte Kilimanjaro é relativamente novo no Vale Rift e não existia entre 1 e 2 milhões de anos atrás. Naquela época, onde hoje está o Kilimanjaro, havia apenas uma planície ondulada com algumas montanhas erodidas. Mas tudo mudou com o movimento da crosta terrestre associado com o vale. A lava expelida pelas fraturas surgidas deu origem a um enorme pico, que hoje é representado pelos picos Ol Molog, Kibongoto e Kilema.

O Monte Kilimanjaro começou a crescer há cerca de 750.000 anos como resultado da lava expelida de três principais centros - Shira, Kibo e Mawenzi. O crescimento continuou até que os cones atingissem cerca de 5.000m há cerca de meio milhão de anos. Nesta época, Shira entrou em colapso numa enorme cratera e tornou-se inativo, mas Kibo e Mawenzi continuaram a entrar em erupção até que seus picos atingissem 5.500m. Mawenzi foi o próximo a extinguir-se, mas Kibo continuou em atividade até cerca de 360.000 anos atrás, durante esta fase teve três violentas erupções, incluindo uma na qual encheu de lava preta a velha e erodida cratera de Shira.

De uma altura estimada de 5.900m, Kibo gradualmente silenciou-se, e através de intermitentes erupções continuou por centenas de anos. A montanha toda começou a encolher-se e o cone de Kibo entrou em colapso formando uma série de plataformas concêntricas. A erosão, na forma de glaciares surgiram e desapareceram, tornando o pico ainda mais baixo, como fez um grande deslizamento há cerca de 100.000 anos, que originou o Barranco Kibo.

Kibo finalmente teve uma violenta atividade, que originou a presente cratera. Então os glaciares retornaram e continuaram o trabalho. Entretanto, a floresta e a vegetação alpina retiraram o que puderam da montanha e os córregos esculpiram o maciço na forma que ele é hoje. Interessantemente, parece que tanto o Kilimanjaro, como o Monte Quênia, estão gradualmente perdendo seus glaciares devido ao aquecimento global da atmosfera.

Quando ir

O Monte Kilimanjaro pode ser “escalado” durante o ano todo, porém em cada época do ano são encontradas vantagens e desvantagens. Abril e maio são os meses das chuvas longas, novembro é o mês das chuvas rápidas, junho a outubro são secos, porém frios e devido ao constante nevoeiro (junho a julho), torna-se mais difícil avistar a montanha. Os meses de setembro e outubro têm bom clima e baixo movimento de turistas. Finalmente, dezembro a março também possuem bom clima, porém são mais procurados e pode-se ter problemas com alojamento nos hotéis e acampamentos nas trilhas.

Chegando no Kilimanjaro

Para se chegar a Tanzânia do Brasil há dois caminhos: via Joanesburgo (África do Sul) ou Londres. Eu escolhi via Joanesburgo por ser mais rápido (9h), mais barato e também gostaria de conhecer este país que tanto se destaca no continente. Uma vez lá, toma-se outro vôo (4h) para Nairobi (Quênia). De lá, existem alguns ônibus que vão até Moshi, cidade base para as expedições ao Kilimanjaro. Existem duas saídas diárias, logo pela manhã e após o almoço.

Ao desembarcar no aeroporto de Nairobi, existe um quiosque para turistas onde você poderá reservar o ônibus e hotel. Um dos melhores ônibus é o Davanu, onde vão apenas turistas. Existem outras opções, mas eu realmente não recomendo. O trajeto de Nairobi à Moshi leva cerca de 6 horas e passa por Arusha, cidade base para os safáris. Ambas cidades possuem dezenas de empresas que oferecem pacotes para o Kilimanjaro ou safaris.

É preciso ser muito cuidadoso ao escolher a empresa, pois muitas deixam a desejar nos serviços oferecidos. Nas paradas, o ônibus, é cercado de vendedores de pacotes turísticos a preços fantásticos, porém, a maioria são falsos ou de péssima qualidade. Minha sugestão é planejar antes qual empresa deseja, e sempre verificar se a mesma realmente existe. Como o Kilimanjaro fica em um parque nacional é obrigatório que se faça a ascensão com um guia credenciado.

Normalmente as empresas fornecem dois guias para cada grupo e dois carregadores para cada elemento do grupo. Cabe a eles levarem todo o material pesado, como mochilas cargueiras, comida, panelas e barracas (se for o caso). O mais interessante disto tudo é que eles levam tudo na cabeça, pois não utilizam animais de carga. O segundo guia é necessário para retornar com algum possível desistente. Dependendo da empresa escolhida é possível escolher o tipo de comida e o seu modo de preparo.

Escolhendo uma via

Existem 8 vias que levam até o pico: Marangu, Machame, Umbwe, Shira, Mweka, Maua, Nanjara, Loitokitok. As três últimas raramente são usadas e as mais conhecidas são Marangu e Machame.

Marangu - Também conhecida como rota turística ou coca-cola, pela sua popularidade e freqüência de visitantes. É a mais procurada de todas e a que oferece a melhor infra estrutura. Nela existem cabanas com banheiro e quartos com beliches. Nos primeiros acampamentos ainda é possível se comprar água, refrigerante e até cerveja. Apesar da toda a facilidade, apresenta um baixo grau de sucesso, justamente por ser procurada por pessoas nem sempre preparadas para a difícil ascensão. É comum as cabanas estarem lotadas durante a alta temporada.

Machame - Considerada uma das mais belas e com um certo grau de dificuldade, o que obriga uma subida lenta, imprescindível para o sucesso.

Ambas as rotas podem ser feitas em 5 dias, sendo 3 subindo e 2 descendo, porém, é aconselhável um dia adicional para aclimatação. Neste dia, normalmente se caminha numa mesma altitude, acima dos 3.000m. Isto realmente faz diferença para quem não está acostumado a altitude.

Leia os 8 Comentarios sobre esta viagem

Edson disse:
12/08/2009

Boa tarde, muito boa as explicações sobre a regiao, vcs recomendam alguma empresa que atue na regiao.

ecofotos disse:
13/08/2009

Olá Edson
Obrigado pela visita e mensagem. Sim, eu recomendo a http://www.transkibo.com foi a empresa que usei quando estive lá em 98.
Boa sorte

laura disse:
23/02/2010

sou de portugal. podem informar empresas que fornecem guias na tanzania.

ecofotos disse:
24/02/2010

Olá Laura
Eu utilizei e recomendo a http://www.transkibo.com/ Eles foram bem competentes em 1998 quando estive lá.
Boa viagem

Davi disse:
01/05/2010

Olha realmente fiquei impressionado com o monte Kilimanjaro,entrei neste site apenas para fazer a pesquisa para o colegio,mas com seus elogios e comentarios,decidi que vou para lá,já li nos comentarios a empresa que voce recomendou,muito obrigado

Davi

césar disse:
31/05/2010

oi gente eu achei isto num site espero que gostem

O Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa “montanha branca” em Masai, ou Kilima Njaro, “montanha brilhante” em kiSwahili), localizado nas coordenadas 3º07′ S e 37º35′ E, no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5.891,8 m[1][2] no Pico Uhuru. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único.

O monte e as florestas circundantes, com uma área de 75 353 ha, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Património da Humanidade.

O complexo do Monte Kilimanjaro com as suas florestas, localizado entre 2°50′-3°20′S, 37°00′-37°35′E, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional.

ecofotos disse:
08/06/2010

Olá Cesar
Valeu pelas ricas informações sobre o Kili.
Abraço

Jéssica Marcolino disse:
22/06/2010

Adorei ! Tudo o que eu precisava encontrei aqui ;)

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