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África – O Povo Masai

O Masai considera-se um povo escolhido por Deus. Eles acreditam que Deus criou todo o mundo para ele e povos não Masai não têm direito a ter seu próprio gado. Seus magros ancestrais vieram do Egito. Como ele conduziram seu gado lentamente em direção ao sul, eles se misturaram ao povo negro do alto Nilo. No leste da África, eles se apropriaram do lado leste do Vale Great Rift que vai até Quênia e Tanzânia. Embora sejam guerreiros natos, eles nunca governaram ou dominaram outras tribos negras como fizeram outras tribos no norte da África.

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Eles não gostam que estrangeiros viajem pelos seus domínios. Isto salvou a vida de muitas tribos nativas ao redor do Lago Victoria, pois os mercadores de escravos Arabes não cruzaram o território Masai. Desta forma, as caravanas de escravos vindas da costa em direção ao Lago Tanganyika, ficaram confinadas ao sul das terras Masai.

Os primeiros europeus a ter contato e falar com o Masai foram os missionários Krapt e Rebmann. O Masai acredita que os Montes Kilimanjaro e Meru, bem como as grandes terras de Ngorongoro adjacências da planície do Serengeti pertencem à eles. Tradicionalmente, eles levam uma vida pastoril.

Boma: A Boma é uma aldeia circular rodeada por uma cerca alta feita com galhos de árvores. Vistas do ar, as cabanas lembram um queijo, e na realidade elas têm um aroma similar. As mulheres as constróem forçando galhos no solo e depois curvando-os para dentro. Formando uma estrutura entrelaçada de galhos que é rejuntada com esterco de gado, seguido de pele de gado para torná-la impermeável. A cabana é muito baixa, não permitindo que se fique em pé em seu interior.

Elas são construídas em círculo e durante a noite o gado é recolhido em seu interior. O esterco gradualmente eleva o nível do seu interior e quando se torna muito alto ou alguém morre dentro da boma, toda a família é forçada a mudar para um novo local. Quando um novo local é estabelecido muitas árvores são cortadas para prover galhos para a nova cerca. Sobrevoando a região é possível ver rastros de velhas bomas.

Lanças: Os “ferreiros” que fazem suas belas espadas e lanças são considerados “sujos”. Eles são Masai também , mas se você dá-lhes um aperto de mãos, você tem que lavar as mão em óleo. Os guerreiros não são encorajados a casarem-se com filhas de “ferreiros” e se fizerem sexo com uma delas estão certos de serem amaldiçoados, adoecerem ou até mesmo morrerem.

Cumprimentos: Cuspir na palma da mão antes de dar as mão é sinal de amizade especial.

Alimentação: Seu alimento comum é leite e carne. O leite é usualmente armazenado em cuias que são lavadas normalmente com urina do gado. O leite sempre tem o paladar de fumaça da árvore Olea Africana. O Masai acredita que se alguém bebe leite e come carne no mesmo dia, a rês que deu o leite poderá adoecer ou até morrer. Desta forma, eles não misturam leite com carne, mas eles podem misturá-lo somente com sangue. Eles bebem sangue somente de seu próprio gado.

Caça: O Masai caça apenas antílopes gigantes e búfalos como eles os consideram ser quase como o gado. Isto explica porque outros animais de portes médio, como zebra, gnus, gazelas, etc. pastam pacificamente lado a lado com o gado doméstico. Leões são também caçados como sinal particular de bravura por jovens guerreiros que desejam casar-se. A caça é feita utilizando lanças para impressionar suas namoradas.

Outros fatos: Um touro deve fornecer em torno de um galão de sangue por mês e uma vaca 1/2 litro no mesmo período. O processo de obtenção do sangue começa quando uma fina corda é colocada ao redor do pescoço do touro e com o auxílio de um torniquete é torcida até que a veia jugular torne-se proeminente. Um velho Masai irá atirar uma flecha com uma ponta pequena para perfurar a veia. O jato de sangue é então coletado em recipiente de madeira. A ferida é então tratada colocando-se esterco com os dedos. Uma vez feito isto, o sangue é estancado. O sangue já coletado é mexido com um pequeno graveto e então levado por um dos garotos.

Os garotos recebem nova graduação a cada 10 anos. Se um pai dúvida se um bebê é seu ou não, o bebê é colocado no centro do portão por onde o gado é recolhido durante a noite. Se ele for pisoteado até a morte, então será considerado um filho bastardo.

No lado direito do portão de entrada fica a cabana da primeira ou da mais respeitada esposa. A segunda esposa constrói a sua a esquerda, enquanto a terceira na direita novamente.

Durante a cerimônia de circuncisão o pai e filho trocam nomes. Se o pai chama-se Senda e o filho Nana, o pai irá chamar-se Menye Nana (pai de Nana) e o filho Ole Senda (filho de Senda). Esta cerimônia de circuncisão acontece a cada 3 anos, abrangendo todo o povo Masai e todos os garotos envolvidos celebram juntos. Esses jovens guerreiros agora utilizarão colares coloridos, sinos nas pernas, tranças nos cabelos e carregarão escudos preto e vermelho. Deixarão a casa dos pais e construirão as suas, mas sem as cercas. Seus pais ocasionalmente lhes darão, de presente, gado para o abate.

Os jovens guerreiros compartilharão tudo como irmãos, e todos que foram circuncidados no mesmo ano permanecerão em um mesmo grupo para o resto de suas vidas. Eles se ajudarão mutuamente e colocarão suas esposas a disposição uns dos outros. Um companheiro pode entrar na boma de outro colocando sua lança em frente a sua cabana e tudo que houver dentro, incluindo a esposa será propriedade dele durante sua estadia.

Tradução própria do material da Trans-Kibo

Leia os 13 Comentarios sobre esta viagem

Amanda Andressa Acello Sousa disse:
01/07/2009

Olá..adorei esta reportagem, assisti ao filme A MASSAI BRANCA e desde então me apaoxonei por esse povo, gostaria de poder ter esse privilégio que vocês tiveram de visitar o Quênia.
Estou fazendo um trabalho de pesquisa para minha monografia de Pós-Graduação e estes comentáris serviram muito para enrriquecer o meu trbalhao.
Obrigado mesmo.

Angela disse:
06/12/2009

Olá.

Para comemoraçao da consciência negra pesquisei sobre os massai, muito interessante, seus trajes, costumes, nudez dos pastores e outros. FOI MUITO enriquecedor.

Angela

ecofotos disse:
07/12/2009

Olá Angela
Bom saber que o site está sendo útil para suas pesquisas. Obrigado pela visita.
Abraços

Alessandra disse:
02/01/2010

Amo muito esse povo,hoje meu sonho,é conhece-lo.amei a reportagem.

wellington disse:
16/03/2010

achei muito legal pois me ajudou em meu trabalho escolar

Laura disse:
01/12/2010

Olá eu entrei por curiosidade sou Mocamnbicana e de uns anos para cá me apaixonei pelas capulanas dos Massais.

Abracos

Carla Kelly disse:
03/12/2010

Noosa caraca meu eu adorei essa materia me deu uma baita ajuda na escola agora vai virar meu xodo esse site beijo,beijo

leticia disse:
21/03/2011

Nossa caraca meu eu adorei essa materia me deu uma balta ajuda na escola agora vai virar meu xodo esse site beijo beijo
odo

ana disse:
08/05/2011

achei show de bola a viagem de vcs .espero que continuem assim bastante trabalhadores e descobridores fantasticos de povos maravilhosos

may ellen disse:
24/05/2012

amei muito obrigado me ajudou muito em uma pesquisa de geografia!!!! bjss

ana silvia disse:
06/11/2012

aaaaaamei a materia e um assunto mto legal;)

arnaldo disse:
02/06/2014

Sempre tive curiosidade por esse povo e, agora lendo mais sobre eles, fico mais curioso ainda.

Parabéns pela matéria.

Arnaldo

joão serafim de araujo disse:
29/10/2014

Achei muito interessante essa reportagem,pois me ajudou em um trabalho escolar.Visitarei mais esse site para pesquisar o que eu preciso,muito obrigado.

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