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[SP] PETAR – Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O PETAR é um dos parques mais antigos do Estado de São Paulo, criado através do decreto nro. 32.283 de 19/05/1958, com área de 35.712ha, visando resguardar e proteger o rico patrimônio natural da região do Alto Ribeira, representado pela importante biodiversidade dos remanescentes de Mata Atlântica, pelos sítios paleontológicos, arqueológicos e históricos, e por abrigar uma das províncias espeleológicas mais importantes do Brasil (>250 cavernas cadastradas).

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Um mundo subterrâneo

A existência de matas bem conservadas, aliada à característica do relevo escarpado e cárstico, que faz frente aos ventos do Atlântico Sul, resulta em grandes quantidades de chuva, cuja água é armazenada e escoada por densa drenagem superficial e subterrânea. A região funciona como um enorme reservatório de água para o futuro. Deslumbrantes cachoeiras, formadas por rios cristalinos, lançam-se rumo às planícies, através de altitudes que variam de 200 a mais de 1.000 metros.

Correndo rápido pela acentuada declividade desta porção da Serra de Paranapiacaba, as águas pluviais, saturadas de ácido carbônico proveniente de solos altamente úmidos dos seus arredores, penetram nas fissuras rochosas e desgastam continuamente o calcário, abrindo dutos e galerias, originando um dos espetáculos mais incríveis da natureza: as cavidades naturais ou cavernas calcárias. Seus impressionantes e magníficos espeleotemas (estalactites, estalagmites, cortinas, flores, colunas, etc.) atestam esta contínua e lenta evolução.

Todo um mundo à parte, condicionado pela ausência de luz, encerra-se nestas cavernas, com espécies adaptadas a viverem apenas nestes ambientes, os troglóbios como o bagre-cego (Pimelodella kronei) ou o grilo cavernícola, entre outros, ou dependentes dela, troglófilos como algumas espécies de morcegos. O alimento para pequenos insetos, aracnídeos, crustáceos, peixes, entre outros, é trazido tanto pelo rio que corta a caverna, como pelas fezes de morcegos. Esta característica aumenta ainda mais a complexidade da biodiversidade local.

Preservar: o grande desafio

Minerações ilegais, extração de palmito, caça e pesca, contaminação de rios, desmatamentos, são algumas formas de agressão que ameaçam o PETAR. Além dos trabalhos de fiscalização, os esforços de preservação têm envolvido às comunidades tradicionais que vivem na Unidade e na região de entorno do Parque, criando alternativas econômicas como o ecoturismo, com formação de monitores locais.

Sob a responsabilidade do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente, a implantação do PETAR é realizada por equipe técno-administrativa e de guardas-parque (vigias e guias), contando com a participação do Instituto Geológico, Fundação Florestal, Prefeituras Municipais de Iporanga e Apiaí, Polícia Florestal e de Mananciais, Organizações Não Governamentais (espeleológicas e ecológicas), pesquisadores científicos e um grupo voluntariado de apoio, além de outras instituições.

Núcleos de visitação pública

O PETAR possui quatro núcleos de visitação pública e apoio às atividades de fiscalização e pesquisa.

O NÚCLEO SANTANA localiza-se no vale do rio Betari, uma das paisagens mais notáveis da região. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Torre de Pedra e cachoeiras do Betarizinho e Andorinhas) e a trilha do Morro Preto-Couto (Gruta do Morro Preto, cachoeira do Couro e Caverna do Couto). O Núcleo dispõe de área de acampamento, com sanitários, lavanderia e ambulatório.

O NÚCLEO CABOCLOS localiza-se na região central do Parque. Com relevo de planalto e altitude mais elevada, constitui-se no ponto de partida para visitas em cavernas (Chapéu, Aranhas, Água Sumida, Arataca, Pescaria e outras), cachoeiras (Sete Reis e Maximiniano) e outros atrativos. Apresenta infra-estrutura com área de acampamento, sanitários e lavanderia.

O NÚCLEO OURO GROSSO, situado próximo ao bairro da Serra (Vale do Betari), conta com um centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e a rede escolar, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região.

O NÚCLEO CASA DE PEDRA, através de uma bela trilha, dá acesso para uma das cavernas com um dos maiores pórticos de entrada do mundo (215 metros de altura) – a Casa de Pedra. O Núcleo conta com uma base de fiscalização e controle turístico, localizada no vale do rio Iporanga.

NORMAS GERAIS

  • Horário de visita aos Núcleos: todos os dias, das 8h às 17h;
  • Para acesso às áreas de visitação restrita é necessária um solicitação prévia junto a Administração do PETAR;
  • Antes de sair para seu passeio, preencha a Ficha de Visitação junto ao Posto de Guias e oriente-se com os funcionários. A visitação somente é permitida nos roteiros turísticos pré-determinados;
  • É fundamental que um guia do Parque ou monitor credenciado faça o acompanhamento;
  • São cobradas dos visitantes, taxa de ingresso, uso da área de acampamento e serviço de monitoria para áreas de visitação extensiva (solicitação prévia);
  • Reservas de acampamento e de grupos organizados de excursão superiores a 15 pessoas, devem ser feitas com a devida antecedência;
  • É obrigatório a utilização de vestuário adequado e equipamentos de segurança de acordo com o tipo de atividade pretendida;
  • Dentro da área do Parque não é permitido o porte de qualquer espécie de arma ou de materiais destinados à caça e pesca;

DICAS E RECOMENDAÇÕES

  • O respeito para com o ambiente, outros visitantes e funcionários do Parque, assegura um passeio agradável e proveitoso;
  • Muitos acidentes podem ser evitados pelo uso de equipamentos básicos e adequados (capacete, lanterna, calçado anti-derrapante, vestimentas confortáveis e outros);
  • Traga de volta todo lixo que produzir (orgânico e inorgânico), guardando-o e sacos plásticos que deverão ser depositados nos latões de lixo existentes;
  • Evite o uso de sabonete, xampu ou derivados nos rios e cachoeiras;
  • Não retire ou colete sementes, plantas e materiais rochosos;
  • Evite consumir bebidas alcoólicas no parque;
  • Siga pela trilha principal e não abra variantes;
  • Nas cavernas não retire absolutamente nada, nem mesmo pedras soltas e não toque nos espeleotemas (estalactites e estalagmites) para não alterar sua formação e não sujá-los;
  • Não fume no interior de caverna, pois a fumaça é prejudicial a este delicado ambiente.

Como chegar

O PETAR situa-se na região do Alto Ribeira, Bacia Hidrográfica do Vale do Ribeira, sudoeste do Estado de São Paulo, há cerca de 320 km da capital, nos municípios de Iporanga (75%) e Apiaí (25%), podendo ser acessado pelas rodovias Castelo Branco ou Régis Bittencourt.

Para Visitar

Sede geral do Parque é na cidade de Apiaí, na Av. Izidoro Alpheo Santiago, 364 – CEP 18320-000. Informações e Reservas podem ser obtidas pelo Tel./Fax (15)3552-1875

Texto extraído do Catálogo do Parque

Meu roteiro

O PETAR é um poucos roteiros de minhas viagens por esse mundo afora onde retornei várias vezes, pois normalmente vou apenas uma vez para cada destino. O primeiro motivo para isso é sua incrível beleza e o segundo é impossibilidade de conhecê-lo em uma única visita, pois são dezenas de cavernas, cachoeiras e trilhas. Cada caverna tem uma atração especial que a diferencia das demais. A minha paixão pelo PETAR começou em 1994 quando através do curso de fotografia do Bruno Sellmer fiz minha primeira e extasiante visita ao Núcleo Caboclos. Depois dessa gratificante experiência ainda retornei algumas vezes para conhecer outros núcleos como o Santana, Casa de Pedra e Ouro Grosso. Certamente ainda voltarei, pois existem ainda muitas cavernas a serem visitadas proporcionando muitas fotos interessantes. Aliás, fotografia em cavernas, é um tema que se discutido com detalhes ocuparia uma boa porção dessa página, pois requer um técnica toda especial. Se você se interessar pelo assunto visite o site da Techimage e aprenda todas essas técnicas.

Onde ficar

Se você for para Caboclos terá como opção apenas o camping do parque, que como já explicado acima é bem estruturado para receber turistas. Para Santana e Ouro Grosso a melhor opção são as pousadas do Bairro da Serra. A minha indicação é pousada Quiririm, simples mas com todo o conforto necessário e só a simpatia dos proprietários, Marisete e Roberto, já vale a estadia, sem falar na comida deliciosa e no bem preparado lanche de trilha. Para o núcleo Casa de Pedra você pode ficar em Iporanga, que é mais próximo, ou no próprio Bairro da Serra.
Se você quer um programa bem leve, familiar e onde não é preciso molhar os pés, a Caverna do Diabo é uma ótima opção. Apesar de estar muito adulterada para o turismo (escadas/passarelas de concreto e iluminação artificial) ela é de uma beleza indiscutível.

Mais informações

Página do Petar
Grupo Pierre Martin de Espeleologia
Pousada do Quiririm
Sociedade Brasileira de Espeleologia

Leia os 2 Comentarios sobre esta viagem

alex disse:
18/12/2008

quero visitar a caverna do diabo, já me falaram que está fechada para visitação, é verdade, ou posso ir com minha família? me dê algumas dicas de horário, por favor

Elaine disse:
30/12/2008

morei em Eldorado ate os meus 17 anos e agora sinto falta
das aventuras do belo ar e principalmente das paissagens.
gostaria de receber informações de minha cidade.
Estou indo para lá hoje com meu esposo que nao conhece
…………….eeeeeeeeeba……………..!!!!
tchau, pessoas lindas.

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