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África – A difícil escolha do destino

Texto escrito em 17/04/98 (antes da viagem)

Pois bem, já é chegada a hora de planejar a aventura deste ano. Após uma revirada nos locais que sempre sonhei em conhecer, cheguei a uma conclusão: este ano vai ser a África! Porém, a África é muito grande, onde será que é melhor? É nesta fase que está o melhor da viagem, começar do nada e aos poucos adquirir uma gama de conhecimento impressionante sobre o lugar desejado. Nesta fase vale tudo, amigos, livros, revistas e logicamente a Internet.

Esta, ultimamente, está sendo minha maior aliada na busca por informações, pois além de se encontrar praticamente tudo o que se precisa, tem grandes vantagens: está sempre atualizada, reflete a opnião de várias pessoas ou entidades e é grátis.

O que cada país oferece

Bom, voltando ao objetivo, após algumas semanas de estudo, deu para escolher os paises mais interessantes: África do Sul, Zimbábue, Quênia e Tanzânia. A África do Sul, segundo minhas pesquisas, é o mais organizado, oferece melhor infra-estrutura turística, melhores preços, porém, os parques nacionais não são tão selvagens como Quênia e Tanzânia. Parece que tudo é um pouco “maquiado”, seria algo como um grande jardim zoológico.

O Zimbábue parece ser uma boa opção, porém não é tão estratégico logisticamente, caso tenha tempo e US$ tentarei conhecer. Dentre todos, Quênia e Tanzânia são imbatíveis em termos de atrativos e disponibilidade de vida selvagem. Nas proximidades da divisa entre esses países, encontram-se os lugares mais interessantes (pelo menos para mim) do continente: Parque Nacional do Serengeti, Cratera de Ngorongoro, Lago Manyara, o povo Masai e o pico mais alto da África, o Monte Kilimanjaro com seus imponentes 5895 msnm. E é justamente nestes locais que concentrarei minha aventura.

A cratera de Ngorongoro (Tanzânia), que foi tema da edição Março/1994 da Caminhos da Terra, está entre os lugares mais populosos de vida animal do mundo, com cerca de 30.000 animais, de pelo menos 100 espécies diferentes. O Parque Nacional do Serengeti não fica nada atrás, com uma exuberante vida selvagem e muitos atrativos para o aficionados por natureza e fotografia, meu caso. Como desvantagem, ficou apenas o preço. No Quênia e Tanzânia os safáris são mais caros que nos outros paises. Mas já que vou tão longe, vou tentar obter o melhor possível, portanto, estes são os escolhidos.

O grande desafio

Bom, agora o melhor de todos, o grande Monte Kilimanjaro. Um fato que me surpreendeu bastante e acho que também o surpreenderá, se for novato na assunto, é que as temperaturas no pico chegam aos incríveis -20o C (?). Pois é, quando se pensa em África, fica difícil imaginar isto. Mas isto é real e já estou me armando com todos os equipamentos e roupas adequadas para esta grande variação de temperatura que terei que suportar. Apesar de sua altitude, o Kili não requer nenhuma técnica de escalada, pois se chega até seu pico caminhando, obviamente não uma caminha comum.

Os grandes problemas são as baixas temperaturas e os efeitos da altitude após os 3.500 m. A caminhada começa em meio a uma vegetação densa que vai se alterando e desaparecendo juntamente com o oxigênio, de acordo com o aumento da altitude. Entre os problemas enfrentados em altitude, pode-se citar:

  • Fadiga muscular, obrigando a movimentos lentos e frequentes períodos de descanso;
  • Enjôo;
  • Perda de apetite;
  • Perda de sono;
  • Dores de cabeças globais (não localizadas) intensas
  • Em casos extremos pode levar ao edema pulmonar ou cerebral;
  • Bem, maior precisão nos detalhes….. Aguarde minha volta. E espero voltar bem, para poder contar todos os detalhes.

Meu objetivo

Como em toda viagem minha, além do próprio lazer e desejo de conhecer lugares exóticos e diferentes, tenho como objetivo trazer o maior número possível de imagens e informações sobre o local. E sempre tenho grande interesse em partilhar toda essa informação e imagens com o público. Pois, gosto de trazer ao conhecimento das pessoas a existência de locais, que muitas vezes, passam desapercebidos pela maioria. Para isto, viajo bem equipado em termos de equipamento fotográfico, e garanto um bom resultado nas imagens trabalhando com cromos de boa qualidade.

Hakuna Matata

17-Abril-1998

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