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O Mal da Altitude (AMS)

MAL DE ALTITUDE – Fisiologia, Prevenção e Tratamento Dr. Eric A. Weiss – 1998

O jovem escalador, incapaz de caminhar e até mesmo de ficar em pé, está estendido em seu saco de dormir no ar rarefeito do Campo Base do Everest. Menos de 48 horas antes, Brad havia chegado aos 5.400 metros de altitude do acampamento ansioso para começar a escalada desafio de sua vida. Trabalhou duro montando acampamento e organizando cargas pesadas. Ao cair da noite sua cabeça latejava de dor e ele tinha pouco apetite.

Durante a noite ele dormiu mal, acordando freqüentemente com períodos de perda de respiração e sensação de taquicardia. Quando a manhã chegou, sua cabeça ainda latejava e ele tinha enjôo. Não querendo ser um peso para os demais, Brad não disse a ninguém que estava com problemas. Bebeu pouco, devido à náusea, e medicou sua persistente dor de cabeça com Tylenol e codeína.

Somente quando ele não apareceu para jantar na segunda noite foi que seus companheiros suspeitaram de que algo estava errado. Eles encontraram Brad deitado em sua barraca, desorientado e incapaz de ficar m pé. As doze horas seguintes transformaram-se num esforço épico para salvar sua vida.

Felizmente, os parceiros de Brad reconheceram os sinais de Edema Cerebral de Altitude (HACE – High Altitude Cerebral Edema) e imediatamente deram início à uma evacuação para altitude menor. Com o auxílio de lanternas e dos Sherpas da equipe, eles carregaram Brad por terreno traiçoeiro até a clinica da Associação de Resgate do Himalaia (Himalayan Rescue Association) situada a 4.200 metros.

Estava quase amanhecendo quando eu o examinei, já parcialmente recuperado, graças aos 1.200 metros de descida. Brad foi medicado com Diamox e Decadron intravenoso e colocado numa bolsa de pressão Gamow por 4 horas. Sua melhora foi contínua; no terceiro dia ele já estava completamente recuperado. Nem todos que procuram a clinica tem a mesma sorte de Brad. Houve 4 fatalidades naquele ano provocadas por mal de altitude.

Quem, como e porque

Uma descrição vívida do mal de altitude foi dada por Edward Whymper, o famoso montanhista inglês, em 1876: “Eu me encontrava deitado de costas…incapaz de fazer o menor esforço. Estávamos experimentando nosso primeiro ataque do mal da montanha. Tínhamos dores de cabeça intensas e éramos incapazes de satisfazer nosso desejo por ar….As dores eram intensas para nós três, tornando-nos quase frenéticos ou loucos.”

O número de pessoas que sofre de mal de altitude tem aumentado a cada ano devido, em parte, à grande quantidade de alpinistas tentando picos muito elevados e também ao dramático crescimento do número de viajantes que se aventuram à grandes altitudes através de agências de trekking. Trinta por cento dos que escalam o Monte McKinley e 67 por cento dos escaladores do Monte Rainier são afetados por sintomas de mal de altitude. Não é preciso, contudo, ser um alpinista de alta montanha para sentir os efeitos da altitude – dentre as mais de 34 milhões de pessoas que visitam as áreas de esqui do Colorado a cada ano, 17 por cento desenvolvem sintomas de mal de altitude.

É raro experimentar mal de altitude abaixo dos 2.400m. As elevações capazes de causar problemas se dividem em três categorias: moderadas, entre 2.400 e 3.600 metros; altas, entre 3.600 e 5.400 metros; e extremas, acima do 5.400 metros. O Mal de Altitude é resultado direto da pressão atmosférica reduzida que se verifica nessas elevações. Embora a percentagem de oxigênio no ar permaneça praticamente constante, a 21 por cento, a quantidade real de oxigênio que inalado diminui com o declínio da pressão atmosférica. Pressões menores deixam o ar menos denso, e o corpo obtém menos moléculas de oxigênio a cada inspiração. Tempestades causam quedas adicionais na pressão atmosférica, aumentando o desconforto dos escaladores em altas elevações.

A primeira parte do corpo a reclamar da quantidade reduzida de oxigênio no ar é o cérebro, que utiliza 20 por cento de todo o oxigênio consumido. Para compensar a redução no oxigênio, os vasos sangüíneos que suprem o cérebro se dilatam para permitir que mais sangue – e, conseqüentemente, mais oxigênio – chegue à cabeça. O cérebro super alimentado começa a inchar, resultando no primeiro e mais comum dos sintomas do mal de altitude: a dor de cabeça. O inchaço progressivo do cérebro pode levar finalmente ao Edema Cerebral (HACE), caracterizado por dores de cabeça severas, vomito, confusão, perda de coordenação, tontura e, se não for tratado à tempo, inconsciência, coma e morte.

Os pulmões, que oxigenam todo o sangue do corpo, também requerem maior fluxo sangüíneo quando o oxigênio do ar está menos disponível. O aumento do fluxo sangüíneo nos pulmões pode causar o vazamento de fluidos dos vasos sangüíneos para os espaços de ar, produzindo Edema Pulmonar de Altitude (HAPE – High Altitude Pulmonary Edema). Os fluidos obstruem e dificultam a difusão do oxigênio para o sistema sangüíneo, piorando o débito de oxigênio presente no organismo.

Inicialmente a vítima do Edema Pulmonar perceberá marcante falta de ar ao menor esforço e desenvolverá uma tosse seca e cortante. Com o acumulo de quantidades maiores de fluido nos pulmões, a vítima apresenta respiração ofegante mesmo em períodos de descanso, e uma tosse que produz escarro espumoso, geralmente avermelhado. A vitima torna-se ansiosa, não consegue descansar, e tem um pulso rápido e martelado. Pode ocorrer cianose (coloração azulada dos lábios e sob as unhas, indicando oxigenação pobre do sangue).

O Edema Pulmonar, HAPE, geralmente aparece dentro de um ou dois dias após a ascensão, mais comumente na segunda noite. Se o paciente não descer para elevação mais baixa, distúrbios severos da respiração, confusão e morte podem ocorrer rapidamente. Embora o Hape seja a causa mais comum de mortes relacionadas com altitude, quando reconhecido à tempo e tratado adequadamente, sua cura é fácil e completa.

Nem todo mal de altitude é severo. O mal de altitude moderado, conhecido como Mal de Montanha Agudo (AMS – Acute Mountain Sickness), é comum em viajantes que ascendem rapidamente à elevações acima dos 2.400 metros. O paciente típico sofre de dor de cabeça, dificuldade para dormir, perda de apetite e náusea. Enxaquecas são causadas por problemas vasculares e podem ser distinguidas das dores provocadas por AMS por tenderem a ser localizadas – atrás de um olho, por exemplo – Dores de cabeça por AMS são mais globais. A enxaqueca não evolui para HAPE ou HACE, e não determina a descida imediata, embora a descida cause alívio da dor. Havendo dor de cabeça severa de qualquer tipo, não continue a subir. Se os sintomas não melhorarem dentro de dois dias à mesma elevação, ou piorarem, desça imediatamente.

Os pacientes de AMS comumente manifestam uma alteração em seu padrão de sono, conhecida como respiração periódica (Cheyne-Stokes breathing). O sono torna-se espasmódico, associado a um padrão respiratório irregular, caracterizado por períodos de ritmo mais rápido alternados com períodos sem respiração – muito desconcertante para seu colega de barraca.

O sintoma que mostra mais seguramente, por si só, a progressão do mal de altitude, de moderado para severo, é a perda de coordenação. O indivíduo tende a cambalear, tem problemas de equilíbrio e é incapaz de andar em linha reta. Não é surpresa que muitas tragédias em expedições de alta montanha se devam em parte a mal julgamento e perda de coordenação, resultado da falta de oxigênio e mal de altitude.

Prevenção

O reconhecimento do HAPE ou HACE pode não ser difícil, mas a natureza insidiosa do AMS apanha muita gente desprevenida. Os alpinistas geralmente se colocam em situações que vão além do desconforto e negam que seus sintomas sejam devidos a problemas de altitude. Quando chega a hora em que eles fisicamente não conseguem mais continuar, seu mal já progrediu até um estágio crítico.

A ascensão gradual é o método mais seguro e garantido de se prevenir problemas com altitude. Evite ascensões abruptas para dormir em elevações acima dos 3.000 metros e conserve a média de não mais de 300 metros por dia de ganho de altitude, sempre que estiver acima dos 3.000m. Passeios diurnos até elevações maiores, com retorno para dormir em pontos mais baixos ajudarão na aclimatação. Prefira alimentos ricos em carboidratos e pobres em gorduras, e mantenha-se bem hidratado. Boa forma física não ajuda em nada a proteger do mal de altitude – na verdade, o atleta bem condicionado pode ser mais suscetível ao AMS, pois está condicionado a não hiper-ventilar quando seu corpo está pobre de oxigênio. Uma taxa respiratória aumentada é um dos fatores de adaptação mais importantes durante a aclimatação.

Diamox (acetazolamida) é um remédio que ajuda a prevenir o mal de altitude quando utilizado em conjunto com a ascensão gradativa. Diamox provoca aumento na taxa respiratória e também é um diurético; pode predispor à desidratação, e deve-se ingerir líquidos em abundância ao tomar esta medicação (4 litros por dia, no mínimo). Fique preparado também para o inconveniente de urinar com freqüência, especialmente durante a noite. A dose recomendada para prevenção é de 125 miligramas na manhã que anteceder à ascensão, novamente à noite e depois duas vezes ao dia enquanto se estiver ascendendo. Continue tomando Diamox durante pelo menos 48 horas após atingir sua altitude máxima.

Tratamento

O mal de altitude moderado geralmente melhora após alguns dias de descanso, desde que você não suba para elevações maiores – a melhora será mais rápida se você descer algumas centenas de metros. Se os sintomas progredirem apesar do descanso à mesma altitude, ou se ocorrer perda de coordenação, a descida deve ser imediata. Muito freqüentemente as tragédias acontecem em grupos que esperam o amanhecer para começar a descida. Uma pessoa capaz de caminhar com uma lanterna por seus próprios meios, facilmente pode necessitar de uma maca 12 horas mais tarde.

Diamox também pode ajudar a aliviar os sintomas do mal de altitude após seu aparecimento. A dose para tratamento é de 250 mg, duas vezes ao dia. O bloqueador de canais de cálcio Nifedipina pode ser benéfico no tratamento do HAPE; o esteróide Decadron (dexametazona) pode tanto prevenir quanto ajudar no tratamento do HACE. Decadron, contudo, não ajuda na aclimatação e não deve ser utilizado para auxiliar na ascensão (exceto em emergências). Oxigênio suplementar, se disponível, serve tanto no tratamento quanto na prevenção do mal de altitude. Os remédios, entretanto, não devem de forma alguma ser utilizados como substitutos da ascensão gradual na prevenção do mal de altitude, e muito menos substituir a descida no tratamento de sintomas severos. Nunca permita que a vítima desça sozinha; pelo menos uma pessoa saudável deve sempre acompanhar o indivíduo.

Se for possível, coloque o paciente em uma bolsa Gamow, uma câmara hiperbárica portátil que simula a descida. A bolsa é feita de Cordura e pode ser hermeticamente selada antes de ser inflada com uma pequena bomba à pedal. A bolsa pressurizada produz uma atmosfera similar à que existe várias centenas de metros abaixo.

A bolsa Gamow (Gamow Bag) é muito eficaz no tratamento de AMS e HACE. Após algumas horas dentro da bolsa, a maioria dos pacientes experimentará melhora marcante. Se suas condições permanecerem estáveis por mais algumas horas após deixar a bolsa, eles poderão descansar à mesma elevação por um ou dois dias e depois prosseguir.

As vítimas de HAPE não reagem tão bem. Embora o tratamento com a bolsa cause melhoras, a condição das pessoas com Edema Pulmonar se deteriora uma ou duas horas após saírem da bolsa. Se isso acontecer, faça com que a vítima retorne à bolsa até que suas condições melhorem outra vez e depois desça-a imediatamente, aproveitando essa breve janela de melhoria.

Em geral é difícil diferenciar entre pacientes que sofrem de HAPE ou de HACE, e muitos alpinistas são afetados por ambos. A solução mais segura é sempre a descida. Ficar estacionado esperando a melhora é como jogar roleta russa: se você errar, morre.

Eric A. Weiss é Professor Assistente de Medicina de Emergência no Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia. É membro do da diretoria da Wilderness Medical Society e médico oficial da Associação de Resgate do Himalaia (Himalayan Rescue Association), em Pheriche, Nepal.

Leia os 22 Comentarios sobre esta viagem

Sérgio Luiz Netto disse:
09/09/2009

Em todas as vezes que tentei alta montanha – Aconcagua,Codoriri e Sajama tive problemas apenas de visão, hipermetropia causada pela altitude devido a cirurgia “ceratotomia radial” que fiz nos olhos contra a miopia e também sérias dificuldades durante o sono, caracterizado por períodos de ritmo mais rápido alternados com períodos sem respiração. Acordava muitas vezes com a sensação de não estar respirando. Meu objetivo é tentar o Condoriri e Pequeno Alpamayo em Julho do próximo ano; portanto gostaria de saber se tem alguma forma de resolver este problema do sono pois ele me causa fadiga e portanto insegurança para tentar o cume.

Desde já agradeço,

Sérgio

ecofotos disse:
14/09/2009

Olá Sérgio
Creio que não vou poder ajudá-lo muito, pois os sintomas da altitude variam muito de pessoa para pessoa e não há muito o que possa ser feito para atenuá-los, a não ser seguir a risca as recomendações para uma boa aclimatação. Eu recomendaria procurar um médico para ver se há algo a ser feito para reduzir esse efeito. Eu felizmente me dei bem nas 3 vezes em alta montanha.
Um grande abraço e boa sorte nas próximas tentativas

maria sena disse:
14/03/2011

ola
por favor me ajude nao sou montanhista mas gostaria de conhecer machu picchu e fico preocupada com o mal de montanha nao farei trilha quero mesmo ir nesses pacotes de viagem de agencias mas fiquei sabendo por outros q corro o risco de passar mal, sera que corro risco como embolia ou coisas graves assim pois nunca tive problemas cardiacos e sempre tive uma boa saude a nao ser uma labirintite uma vez ou outra fico desde ja agradecida
obrigada
maria sena

ecofotos disse:
22/05/2011

Olá Maria Sena
Não precisa se preocupar com isso em Machu Picchu, pois lá a altitude é de 2.400 m apenas. Considerando que não tenha nenhum problema de saúde, o máximo que irá sentir é cansaço na caminhada. Você chegará até Águas Calientes de trem e de lá subirará de ônibus. Já em Cusco, podera sentir um pouco mais de cansaço, pois está a 3.400 m.
Espero ter ajudado.
Abs

judibarros disse:
06/06/2011

Olá, dia 23 de junho estou indo ao peru, e tambem vou conhecer machu picchu, estou com medo porque sou hipertensa, tomo remédio controlado para hipertensão, gostaria de saber se posso passar mal por causa da altitude pelo fato de ser hipertensa?

ecofotos disse:
07/06/2011

Olá Judi
Eu não sou a melhor pessoa para te responder isso e recomendo consultar seu médico. Para sua informação Machu Picchu não é tão alto assim, pois está a 2.400 m. Já Cuzco é mais alto – 3400 m. Como creio que não vá fazer a trilha Inca, em Machu Picchu você chegará chegará de trem e de ônibus e em Cuzo de avião.
Bem, espero ter ajudado
Abraço e boa viagem

Luciana Viana disse:
29/06/2012

Olá! Irei para Cusco em julho com minhas filhas de 9 e 7 anos. Vamos de avião e estou extremamente preocupada com o mal da altitude, pois todas as orientações recomendam, caso tenha reação grave, descer rapidamente. Receio não ter como descer rápido estando em Cusco, pois, acho que só com avião conseguiria isto! Vc poderia me ajudar com alguma informação? É muito perigoso para as crianças, caso elas tenham alguma sintomatologia deste mal?
Att, Luciana

ecofotos disse:
30/06/2012

Oi Luciana

Você não precisa se preocupar com esse problema em Cusco., pois lá a altitude é de cerca de 3.400 m e não apresenta perigo à saúde. O único fato é que algumas pessoas sentem os efeitos do cansaço. A sugestão é andar calmamente, beber bastante líquidos. Também é aconselhável tomar chá de coca para ajudar nos efeitos colaterais.
Abs e boa viagem

patricia disse:
23/08/2012

Olá Eric,
Vi que vc já respondeu perguntas relacionadas a Machu Pichu com crianças.. mas como as minhas são bem pequenas, 1 e 3 anos, gostaria de saber se elas são mais sucetíveis ao mal de altutide que adultos ou pelo contrário.
O que poderia fazer para prevenir o mal da altitude nelas, além do chá de coca, que fico com medo delas não acietarem? Pensei em fazer um roteiro que vai aumentando a altitude aos poucos, mas não sei se será o suficiente para elas não passarem mal ao chegar em Cuzco. Obrigada

ecofotos disse:
01/10/2012

Olá Patricia

Não se preocupe. O mal de altitude só ocorre acima dos 3.000 m. Em Macchu Pichu e Cuzco não chega a essa altitude. O máximo que pode acontecer é voces ficarem ofegantes com mais facilidade. Então o ideal é andar calmamente e se hidratar.
Abs e boa viagem

ronaldo disse:
31/08/2013

Olá.tenho 60 anos de idade,diabetes controlada e traços de anemia falciforme.Já ouvi dizer que é perigoso ficar em altitude acima de 2000m quem tem este problema de hemoglobina em foice.Faço caminhadas e até corro durante 40 minutos tres vezes por semana.Já fui ao vale nevado este ano,e senti um pouco de dor de cabeça,dor no corpo e insonia,mas não tomei nenhum medicamento nos tres dias que fiquei lá.Queria saber se há riscos para a minha saúde,caso eu faça uma viagem para operu,incluindo as cidades de grande altitude deste país.Principalmente macho picho.muito obrigado

Admin disse:
23/09/2013

Olá Ronaldo,
Primeiramente obrigado pela visita/mensagem e me desculpe a demora na resposta. Para os casos específicos de sua saúde eu recomendaria consultar o médico. Mas considerando que já esteve no Vale Nevado não encontrará altitudes maiores no Perú, logicamente nos principais pontos turísticos. As maiores altitudes estão em Custo e Machu Picchu. O segredo para não ter dores de cabeça e mal estar e se expor gradativamente à altitude, nestes casos é difícil, pois nestes casos se chega de avião ou carro e não tem como fazer gradativamente. Mas basta ficar alguns dias nessa altitude que o mal estar passa.
Bem, espero ter ajudado e uma excelente viajem.
Abs

Romário disse:
20/05/2014

Oi! Estamos indo a Cusco, via Acre, pela transoceânica, com criança de 10 anos. Passaremos em trechos com altitude de 4300 M, numa jornada total de cerca de 10 horas, desde Puerto Maldonado, o que implica em subida gradual e descida idem. Há, nessa condição, risco acentuado relacionado ao mal da altitude? Se os sintomas ocorrerem na parte mais alta, o tempo de descida será adequado para eventual socorro necessário? O uso de nebulizador, com umidificacao e ventilação forçada pode minorar a sensação de falta de ar? Fico desde já grato por suas respostas.

Admin disse:
20/05/2014

Olá Romário,
Primeiramente obrigado por sua mensagem. Bem, como vocês estão fazendo a viagem de carro não há o problema de mal de altitude. Ela ocorre primeiramente em altitude maiores e para quem está fazendo a ascensão caminhando e num ritmo mais rápido que o recomendado. Portanto, não tem que se preocupar. Mas mesmo de carro a recomendação e estar bem hidratado e o que poderá ocorrer é a sensação de cansaço e falta de ar quando forem caminhar nas paradas. Eu senti muito cansaço por exemplo quando estive em La Paz e sai para passear na cidade.
Grande abraço e curtam Cusco.

Daniela disse:
07/04/2015

Ola! Estou indo para o deserto do Atacama na semana que vem. As pernoites serão em San Pedro do Atacama, mas os principais passeios chegam a uma altitude de 40000 metros, podemos fazer esses passeios tranquilos? Devemos esperar um pouco ate o corpo se adaptar? Nos recomendaram fazer esses passeios somente a partir do quarto dia, mas so teremos 4 dias la. É arriscado subir no 2o e 3o dia??? Desde ja muito obrigada!

Admin disse:
12/04/2015

Olá Daniela
Desculpe o atraso na resposta, espero que ainda esteja a tempo. A priori nessa altitude não há perigo, apenas sentirão uma fadiga maior do que estão acostumados. Também imagino que os passeios serão de carro com pequenas caminhadas no destino. De qualquer forma é bom caminhar mais lentamente pois irão sentir os efeitos da altitude.
Abs e boa viagem

Silvia disse:
08/03/2016

Olá, estou indo para Maromba, no estado do Rio de Janeiro neste final de semana.Minha dúvida é: Tenho hipertensão severa, tomo quatro remédios para controle da mesma, estou com 48 anos.Em uma visita a Visconde de Mauá senti cansaço e náuseas, mas não considerei que fosse o mal da montanha. Será que corro algum tipo de risco em altas altitudes?

Admin disse:
09/03/2016

Olá Silvia

Eu aconselharia procurar um médico para um diagnóstico preciso, mas mal de montanha é considerado a partir dos 3000 ou 4000 metros, portanto não me parece ser o caso da região de Visconde de Mauá. O problema do mal de montanha pode afetar qualquer pessoa independente se é um atleta ou sedentário e até onde saiba não há como saber a não ser se expondo a altitudes maiores.
Bem, espero ter ajudado
Abs e boa viagem

ivonete disse:
14/09/2016

Olá, esquio há 06 anos e tive HAPE pela primeira vez em Valle Nevado/Chile há uma semana. Fiquei hospitalizada em Santiago por dois dias até conseguir respirar sem ajuda de oxigênio. Gostaria de saber se poderei esquiar novamente em altitudes acima de 3000mil/metros; quanto tempo devo aguardar para esquiar novamente em altas altitudes (Colorado); por conta de eu ter tido HAPE, significa que adquiri pré disposição?

Grata,

Ivonete Sitnoveter

Admin disse:
14/09/2016

Olá Ivonete

Bem, infelizmente creio não poder ajudá-la nesse sentido, pois sou apenas um montanhista e reproduzi esse texto de um especialista para alertar outros montanhistas sobre o problema. Eu recomendaria procurar um médico para lhe indicar o que for mais adequado. Dá pra perceber que você tem uma grande sensibilidade para o HAPE, pois não é comum ter um problema aparentemente tão grave quanto o seu nessa faixa de altitude.
Bem espero que consiga ajuda e possa voltar a praticar seu esporte.

Abs

Glicia disse:
25/09/2016

Pretendo ir em outubro para Cusco e Machu Pichu.Meu marido tem ponte de safena e toma remédio para hipertensão.Você acha que a altitude em Cusco é perigoso para ele.Em Cusco onde passaremos 4 dias tem assistência médica para esses casos?

Admin disse:
08/11/2016

Olá Glicia,
Neste caso eu recomendaria que ele consultasse um médico antes da viagem. Eu fiquei apenas dois dias em Cusco e não tenho detalhes sobre assistência médica por lá.
Sinto não poder ajudar mais.

Abs

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